Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Os sapatos voadores

No ultimo domingo o presidente da nação mais poderosa do mundo viu dois misseis, armados com sulfato de peuga, passar-lhe a escassos centímetros do nariz.

Nada, absolutamente nada, se comparado com as toneladas de misseis e bombas, dos verdadeiros, que semearam e continuam a semear a morte, em quantidades industriais neste país que George teve a desfaçatez de visitar. Dúvido que tenha ido pedir desculpa pela merda que fez, e tenho a certeza que foi lá mais para garantir o fornecimento do suco que torna a sua nação a mais poluente do mundo.

Quanto às  delirantes armas de destruição maciça, que justificaram a guerra, sabemos agora que afinal existiam!, Têm um formato de sapato, actuam aos pares e largam um leve aroma a sulfato de peuga, esse gás tão comum.

Pena é que que acertem tão pouco no alvo. Aquele merecia.

O que foi destruido maciçamente com aquele simples par de sapatos foi a soberba, a arrogância e a  estupidez. E a História, perigosa e triste, deste inicio de século, agradecerá tão emblemático gesto.

 

Descarregar a raiva aqui:

 

http://bushbash.flashgressive.de/

 

 

tags:

publicado por ensinartes às 22:31
link do post | comentar | favorito
|
4 comentários:
De toino loceras a 30 de Dezembro de 2008 às 23:51
tu que é o dono da casa que em tempos foi do povo e és o dono do folclore cá do burgo, sabias isto??
MINHA MÃE, LÁ VEM O JORGE
- Minha mãe, lá vem o Jorge
No seu cavalo montado,
- Como estás o Juliana
Como estás e tens passado
- Ainda ontem me disseram
que tu estavas para casar.
- É verdade ó Juliana,
Que te vou a convidar.
- Espera aí um bocado,
Espera aí um bocadinho,
Eu vou ali ao sobrado
Buscar um copo de vinho
- O que meteste no copo,
O que metes-te no vinho,
Trago a minha vista turga
Não vejo bem o caminho
- Quando a minha mãe julgava
Que tinha o seu filho vivo,
- Também a minha julgava,
Que tu casavas comigo.
Torradas, novas torradas,
Que a faca corta o limão,
A menina Juliana
É mulher de opinião.
Romance popular : Este romance aparece no "Cancioneiro Popular Português" de Michel Giacometti e Lopes Graça , recolhido em Glória do Ribatejo


De ensinartes a 31 de Dezembro de 2008 às 13:52
Vejo que o meu conterrâneo lê coisas interessantes.
A Casa do Povo tem uma direcção eleita de que tenho a honra de encabeçar.
A Casa do Povo é dos Associados e do Povo.
Quanto a ser dono do folclore, caro amigo, a partir do Carnaval reiniciam-se os ensaios e aparece para dançar, que faz bem ao corpo...à alma e ao azedume.
Julgo ser possível fazer cultura à margem dos partidos políticos. Mexi nalgum enxame??? Será V. Excelência a a guarda avançada de algum deles.
Em breve iremos iniciar as obras de recolocação do palco que se encontra apodrecido e com indícios de degradação. Tenho esperança de lá voltar a ver teatro de qualidade. Portanto, caro amigo, quando lá vires a porta aberta e gente a trabalhar lá dentro junta a tua voz e o teu suor ao nosso. Para isso é que a Casa também é do Povo, porque provem do Povo a força que a sustem. Certo?
Continuação de boas leituras e, já que te refugias no anonimato, que Deus de dê o dobro daquilo que me despesas para o próximo ano que aí vem.
As melhores saudações associativas e folclóricas
do
Leonardo Charréu
SEMPER QVAERENS

PS: Já gora. Aceitam-se sócios para Casa do Povo, É só um eurozinho por mês, para pagar despesas. E V. Exª também pode ser eleito Presidente, quando acabar este mandato. Quanto mais não seja, para experimentar a dar a cara e ter e a ter responsabilidade


De toino loceras a 1 de Janeiro de 2009 às 21:59
gostei da tua resposta. como se fosse assim... ah! e quê! candidatas-te e podes ser o próximo presidente... acreditas mesmo???
mas o mais importante é que te escusaste a responder à questão. sendo o teu rancho (para além do mais) "pesquisador" (pedido de desculpas para o termo) das tradições glorianas em termos folclóricos, etnográficos e etc., sabias ou não que aquele romance "minha mãe lá vem o jorge", consta da obra prima sobre estes assuntos, como tendo sido recolhido aqui? com certeza muito antes de teres nascido, o que não implica o teu desconhecidmento, não é? para mais quando tens formação em história de arte, o que sinceramente admiro e valorizo.
bom ano... são so meus votos


De ensinartes a 2 de Janeiro de 2009 às 01:53
Gostaria, caro amigo, de ter um saber verdadeiramente enciclopédico, e responder às tuas doutas questões, mas desde há muito que me convenci que o que há para saber é sempre incomensuravelmente superior àquilo que já se sabe. Por isso não vale a pena andar com obsessões em tudo querer saber. As coisas vão-nos chegando, às vezes até sem querer. Como a informação que decidiste generosamente partilhar connosco. Agradecido.
Na verdade O Michel Giacometti foi um etnomusicólogo francês que se encantou com a riqueza em estado puro da nossa cultura popular e, em particular, da nossa música e cancioneiro que, surpreendentemente, para ele, estrangeiro, permanecia num estado de originalidade que há muito os restantes países europeus já tinham perdido, devido aos processos normais de desenvolvimento (?!)
É verdade que ainda não tinha nascido quando publicou uma espectacular Antologia da Música popular portuguesa, em cinco volumes (1963) com o impagável Lopes Graça. Mas infelizmente as suas recolhas de etnomusicologia não passaram do Tejo para sul, ele morreu em 1990 e não pode cobrir todo o território nacional.
Tive uma colega etnomusicóloga na Universidade que chegou a trabalhar na catalogação dos kilómetros de fita magnética (imagina os gravadores arcaicos de fita dos finais dos anos 50 e inícios dos 60) recolhidos pelo Giacometti e à guarda do então (antigo) IPPAR e que julgo estarem neste momento no Museu Nacional de Etnologia e Antropologia, onde tive a sorte de encontrar, por acaso, há cerca de um mês, uma publicação sobre bordados, com lenços de namorados da Glória.
Ainda alimento sérias esperanças de recolher uma cópia, na RTP, da primeira participação (também ainda não tinha nascido) do Rancho da Casa do Povo na televisão. A maior parte das pessoas que lá foram ainda estão vivas e seguramente gostariam de voltar a rever-se, e a lembrar uma experiência que deve ter sido uma autêntica aventura.
Como vês, o conhecimento das coisas e daquilo que nos interessa, chegam-nos, a maior parte das vezes por acaso.
Espero por colaboração e informação relevante, mais a mais agora que pretendemos montar um centro de documentação e estudos em etnografia e folclore, para ouvir, registar, estudar e interpretar todo o rico manancial que nós temos...antes que se olvide definitivamente
Para isso, é preciso humildade e capacidade de escuta daqueles que sabem, os antigos, e termos que estar disponíveis e “inventar” tempo para os ouvir, em vez de o gastarmos com as guerrinhas intestinas, respectivas invejas e correspondentes maledicências .... enfim o costume.
Assunto arrumado! Ou talvez não!?


Comentar post

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 3 seguidores

.pesquisar

 

.Maio 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Tupperware, tamanho XS

. Le tunisien

. Uma questão de força

. FMI ou FIM

. A Pedra

. A participante 43212

. Contas de sumir

. Yo, Mário Sepúlveda

. O nosso Haiti

. Travassos

.arquivos

. Maio 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Outubro 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Maio 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

.tags

. todas as tags

.favoritos

. Yo, Mário Sepúlveda

.Ligações/links

.Contador de visitas

SAPO Blogs

.subscrever feeds