Domingo, 6 de Abril de 2008

Filho = 576 Euros

Há cerca de 12 mil crianças em portugal há espera de uma família de adopção e um número bem maior de casais a quem a biologia os negou.

Segundo os jornais, o processo de "custas" para a adopção de uma criança importa em mais de cinco centenas de euros, bem mais do que um ordenado mínimo em Portugal. 

As contas são fáceis de fazer nesta vertigem de genuflexão face ao controlo do défice 12.000 x 576=6.912.000 Euros de receitas para o Estado, ainda que seja à conta de quem assume o compromisso  de dar um lar, agasalho, carinho e amor a uma criança. Gestos e sentimentos que não se podem em absoluto quantificar, quanto mais exigir dinheiro por eles.

Perante os protestos e o evidente grotesco da situação, parece que afinal já não vai ser assim.

Percebem os meus visitantes por que é que há uns dias atrás me referi  "à mediocridade da política acéfala" que nos tolhe a todos, os que têm filhos e os que não têm.

Sinceramente...não havia necessidade. Percebem agora porque me irrita alguma (muita) insensibilidade social da política formal para as questões de fundo. A política famíliar no nosso país deveria ser uma questão de fundo. Continua a ser injusto e até imoral a carga fiscal canina sobre as famílias portuguesas. O percentil e desconto em IRS de quem tem 1, 2 e 3 filhos é exactamente igual e só a partir do 4º filho desce um mísero ponto percentual. O que leva a que os lusofalantes disputem com o lince da serra da malcata o estatuto de espécie em vias de extinção. É só uma questão de  umas poucas gerações a zero filhos/1filho por casal. Percebem agora os meus caros visitantes porque credito mais na política dos cidadãos...para os cidadãos.

 

A grande questão vai estar em como fazer esta revolução tranquila, sem o ruído e a algazarra dos comícios, os desfiles e arruadas da subserviência costumeira, de bandeirinha às costas, atrás do chefe, sempre de bacalhau estendido...ao incauto que passa. Nestes dias nem os bigodes farfalhudos das peixeiras da lota escapa a um beijo providencial, na hipocrisia mediatizada em que se está a transformar a política no meu país.

 

 


publicado por ensinartes às 16:38
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