Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

"Raça" Charolesa

Terminou mais uma Feira Nacional da Agricultura. Dignos de se verem, aqueles animais...raça Barrosã, Charolesa etc. Comendo pachorramente a palhinha em quantidades proporcionais ao seu tamanho, nas suas boxes bem cuidadas.

Agora "raça" portuguesa, uhm... não...não estou a ver! Julgava-me homo sapiens sapiens, tal como um nigeriano, peruano, finlandês, chinês...

Ó professor Anibal importa-se de explicar a este cidadão perplexo, como se fosse muito burro...o que é isso de "raça" portuguesa.

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publicado por ensinartes às 14:41
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2 comentários:
De joão a 17 de Junho de 2008 às 16:14
Como o nosso PR até ao momento não te respondeu, vou opinar sobre o assunto em questão.
A raça, do ponto de vista da biologia, é um conceito pouco empregado actualmente e é sinónimo de subespécie.
No entanto, este termo foi utilizado historicamente para identificar categorias humanas socialmente definidas. Para os antropólogos, o termo raça é utilizado para construir identidades culturais, ou seja aquilo que na minha opinião, não existe neste país. A raça daqueles que têm vergonha dos que nos (des)governam, daqueles que amam verdadeiramente a sua pátria, daqueles que apesar dos seus defeitos, se sacrificam em servi-la (não em servir-se dela) e que mesmo assim, têm muito orgulho em PORTUGAL.

Pedro Lomba (Diário de Notícias em 07.06.2007) escreveu isto: "Nós, portugueses, não celebramos nada. Somos ensinados para não celebrar nada. Pior, somos ensinados para uma espécie de vergonha e silêncio. A existência de uma cultura de celebração requer abertura à distinção e à solenidade, coisas que a nossa baixa educação cívica e histórica repele. No ensino ou fora, o português é treinado para desprezar símbolos, memórias, rituais, tudo o que no mundo real das sociedades e das pessoas há de mais emotivo e não racional."

E isto para mim é falta de RAÇA.


De ensinartes a 18 de Junho de 2008 às 09:41
A mim parece-me que o 10 de Junho contraria um pouco essa coisa de sermos ensinados para não celebrar nada. Até acho, na minha modesta opinião, , que nestes últimos anos, sobretudo a partir de Jorge Sampaio, o 10 de Junho (e outras datas) se tranformou numa "industria de celebração", com gente absolutamente banal (continua a ser a minha modesta opinião) a fazer fila para receber a sua medalhinha. Basta ter mandado uns pontapés numa bola, tocado umas musicas, entre uns charritos bem fumados. Já está! Serviços relevantes prestados ao país! Logo = comendador de qualquer coisa.
Os presidentes gostam e querem ser simpáticos, em particular para aqueles que supostamente "representam" uma grande massa de eleitores para a sua própria reeleição ou para o seu partido. Infelizmente é esta a lógica que tem imperado em muitas nomeações. Daí que se tenha vindo a esvaziar de conteúdos o 10 de Junho, e outras datas celebratórias.

Quanto ao povo anónimo, esse mesmo sofredor de todos os dias,...ou aplaude, ou encolhe os ombros, indiferente aos que naquele dia tiveram os seus 15 minutos de glória.

Para mim, as verdadeiras celebrações, aquelas que mais próximas se encontram da tecitura mental do nosso povo, são aquelas que acontecem, ora espontaneamente (gooooolo), ora com o tempero de séculos. Refiro-me às inúmeras romarias e festas religiosas (goste-se ou não de religião) e populares que acontecem um pouco por todo o país, sobretudo no período do Verão. Para não falar dos festivais de folclore que, mesmo com o seu lado nostálgico e supostamente demodé, continuam a manter vivas as raizes telúricas da nossa identidade colectiva.
Cá para mim, no dia 5 de Julho lá estari com os olhos gulosos, apreciando o festival de folcore a minha terra e no domingo, 24 de Agosto, enquanto a bandeira nacional sob no mastro, ao toque da fanfarra e sob o estouro de foguetes e morteiros, nos festejos seculares em Honra de Nossa Senhora da Gloria, lá estarei entre o povo anónimo, orgulhoso das minhas raízes aldeãs, reprimindo uma vontade enorme de verter uma lágrima, perante a solenidade desse momento. Há tipos assim. são os portugueses. Julgo ser um deles.


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