Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

SHEIZEN

Deutsch Panzerkampwagen...und raus!


publicado por ensinartes às 01:08
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

A chantagista

A minha filhota, de 4 anos, ameaçou-me esta manhã que se ficasse a dormir muitas vezes lá no trabalho, não me dava nenhuma prenda de aniversário (leia-se "adversário" no original). Acho que é para levar a sério.

Aprende cedo, a arte da manipulação, esta geração.

publicado por ensinartes às 01:48
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SITIADOS E ALIENADOS

Camiões parados, e…zás, a economia e espirrar, num inicio de constipação que já tendia, perigosamente, para uma potente pneumonia. Obrigados, ou por opção, os homens do volante paralisaram o país e, sem o querer, aperceberam-se do enorme poder que passaram a deter. Agora, em Portugal, há o poder legislativo, o poder executivo e o poder judicial e… há também o poder dos camionistas.

Foram princípios de pânico, filas de automóveis para atestar, prateleiras de supermercados vazias, a fazer lembrar aquelas imagens que as televisões dos países ocidentais, há duas décadas e meia atrás, muito gostavam de mostrar: da falta de alimentos nas prateleiras das lojas nos países rivais do antigo bloco soviético, das chamadas economias comunistas planificadas, para amestrar as chamadas mentes ditas “livres” dos seus cidadãos enfastiados.
A mim, confesso, punha-me muita impressão aquela penúria toda. Sobretudo quando em muitas festas rijas do meu Ribatejo, ainda hoje, se oferecem as sardinhas, o pão e o vinho. Claro, era todo a favor dos Americanos donde vinham das minhas John Smith, compradas em Badajoz a 400 pesetas. E donde eram os vinis pretos dos Creedence Clearwater Revival. Como aquela pseudofartura me inebriava há altura! Da triste e circunspecta televisão a preto e branco passamos aos tempos da televisão a cores e em plena “crise” de nós górdios, nos mais variados pontos rodoviários do país, que teimavam em não desatar-se, ligo preocupado a televisão na esperança que as notícias de abertura dos noticiários da televisão pública fizessem jus ao dinheiro astronómico que custam ao espremido contribuinte português. Haverá povo esfomeado, espavorido, atacando supermercados para se apoderarem de comida, polícias de choque, sangue, cavalos, cães e gás lacrimogéneo, caos instalado, nos episódios seguintes? Pensei. Não senhor.
O noticiário abriu assim: “Scolari no Chelsea!”, a que se seguiu o respectivo desenvolvimento. Palavras para quê.
Goooooooolo. Que a crise é uma grande chatice.

publicado por ensinartes às 01:22
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

"Raça" Charolesa

Terminou mais uma Feira Nacional da Agricultura. Dignos de se verem, aqueles animais...raça Barrosã, Charolesa etc. Comendo pachorramente a palhinha em quantidades proporcionais ao seu tamanho, nas suas boxes bem cuidadas.

Agora "raça" portuguesa, uhm... não...não estou a ver! Julgava-me homo sapiens sapiens, tal como um nigeriano, peruano, finlandês, chinês...

Ó professor Anibal importa-se de explicar a este cidadão perplexo, como se fosse muito burro...o que é isso de "raça" portuguesa.

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publicado por ensinartes às 14:41
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Ocre delirium

 

Às pequenas dimensões, dentro da relatividade do que é grande e pequeno, pertence a paisagem natural, a que nos circunscreve, na geometria variável da sensibilidade de cada um. Só é possível maravilharmo-nos com o que está à nossa volta se para tal formos sensibilizados, de preferência desde muito pequenos. Porque uma educação apenas virada para a superficialidade das coisas torna opaco o essencial.
Os olhares dos artistas visuais sobre a Terra, esse lugar que pisam e vivem, dissecam e qualitativamente analisam, em particular na sua dimensão micro, são fundamentais para uma espécie de “conhecimento sentido” daquilo que está à nossa volta. Sem este “conhecimento” não cognitivo, jamais poderemos amar verdadeiramente a terra em que vivemos (uns dizem que “de passagem”) a nossa experiência humana.
Assim, olhar para a nossa terra com os olhos bem abertos, todas as coisas nos parecerão maravilhosas, como disse um dia Ortega y Gasset. Parecer-nos-á maravilhoso o conjunto de verdes, dos mais secos verde azeitona e verde “cana seca”, aos mais saciados verde pinho e verde “quase” alface, que as generosas chuvas de Maio tornaram este ano possível.
Também nos parecerão maravilhosos o conjunto de amarelos ocre, mais secos, mais alaranjados ou mais avermelhados que o estio vai impondo por aí, no ciclo natural que comprova famosa a lei de Lavoisier.
Espero pelo dia em que sairá desta terra uma cor tão potente como a histórica “Terra de Siena” e se espraiará, docemente, por milhões de paletas e telas em todo o mundo. Nas dos pintores de domingo e até nas telas daqueles que se vestem de cinzento ou negro (invariavelmente), os verdadeiros artistas, os que se passeiam, circunspectos com a “Flash Art”, “Art in America” ou “ArtForum” debaixo do braço, sonhando com uma exposição em Nova Iorque.

publicado por ensinartes às 03:34
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